quarta-feira, 30 de novembro de 2011
“Não te dá um pouco de medo?
Sei lá, de eu ir embora ou algo acontecer e tiver que partir. Acho que não só eu, como todo mundo já pensou em algo desse tipo “E quando eu for embora, quem vai sentir minha falta?”. No meu caso, penso se você sentiria minha falta, como seria sua reação. Se iria acostumar rápido, me trocar… Dói quando imagino essa parte. Diz para mim, será que você choraria? Não gosto de te ver chorar, mas acho que ficaria feliz se fosse por mim, pela minha falta. Super egoísta isso né? Infelizmente, estou sendo sincero. Sou egoísta mesmo, principalmente quando se trata de você. Teria algum arrependimento… Algo que gostaria de ter feito ou falado comigo? E os nossos planos, seriam seus com um outro alguém? Ou o que é nosso, nunca vai ser de mais ninguém? Estou parecendo idiota com essas perguntas… Eu sei. E mais idiota ainda por chorar só de imaginar. Só que se ser idiota é ter medo de te perder, de te deixar só ou nas mãos de um outro alguém. Serei sempre idiota assim. Desse meu jeito errado e torto, desastrado e dramático. De todas as formas possíveis… Eu serei idiota. Mas o idiota que sempre te amou. Até quando ninguém quis amar.”
— Allax Garcia
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
"Você vai me abandonar e eu nada posso fazer para impedir. Você é meu único laço, cordão umbilical, ponte entre o aqui de dentro e o lá de fora. Te vejo perdendo-se todos os dias entre essas coisas vivas onde não estou. Tenho medo de, dia após dia, cada vez mais não estar no que você vê. E tanto tempo terá passado, depois, que tudo se tornará cotidiano e a minha ausência não terá nenhuma importância. Serei apenas memória, alívio, enquanto agora sou uma planta carnívora exigindo a cada dia uma gota de sangue para manter-se viva. Você rasga devagar o seu pulso com as unhas para que eu possa beber. Mas um dia será demasiado esforço, excessiva dor, e você esquecerá como se esquece um compromisso sem muita importância. Uma fruta mordida apodrecendo em silêncio no quarto."
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
''(...) Hoje eu quase chorei. Mas é porque não tem ninguém pra me escutar, pra me dizer “vem cá” ou “senta aqui que a gente vai resolver teu problema”. E o meu problema sou eu mesma e como se livra de si mesmo? E nem você, nem você me escuta, me ouve, me entende. E tudo a minha volta está me empurrando cada vez mais para dentro de mim. Eu perdi o gosto, eu perdi o tom, eu não sei qual é a rima. Não sei o que é esta vida. Só quero dois ouvidos e nem precisa prestar atenção, entende? Concorda, discorda. Mas é só me consolar, deixar eu botar a cabeça no teu ombro e respirar fundo. Ah, como eu não queria ter mudado tanto. Que merda foi essa que deu na minha vida?”
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
“Mas sei lá, não sei se toda essa coisa patética é mesmo necessária. Tô resolvendo umas coisas aqui viu, esses negócios de sentimentos demonstrados demais meio que estraga. Tô aqui aprendendo que nem todos dão valor ao que você pode oferecer, e acabar demonstrando afeto demais começa a encher o saco, e eu digo tudo isso da minha parte. Chega de ligações, preocupações, sentimentos demonstrados aos extremos. Vou ficar mais relax mesmo, não quer me ligar, não liga, mas também não ligarei. Não quer me ver, não me veja, mas também não sairei que nem doida atrás de você pra saber se a gente vai se ver, que horas é o nosso encontro, não mais. É apenas um aviso que eu deixo bem simples: se quiser, me procura você. E outro aviso que eu deixo também: isso tudo é só conversa mesmo, teóricamente falando, tá tudo certo. É quando chega na hora da prática que ferra com tudo.” (Caio Fernado Abreu)
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Nunca...
Fui muito boa nessas coisas de sentimento, não sou do tipo que chora, tenho medo de deixar meu coração aberto, de alguém me machucar. Eu sempre me afasto do amor, e as vezes me pergunto: O que esta acontecendo ? Naquele dia que te vi, depois de tudo que você me disse, eu senti vontade de falar alguma coisa, de alguma forma eu não queria que fosse assim. Eu ate poderia ter tentado fazer você mudar de opinião, mas eu não tiro suas razões e motivos. Por isso não falei uma palavra. A verdade é que ainda penso em você. Você é uma pessoa incrível. Bom, eu não sei o que sinto. Mas quero acreditar que é verdade. Não mude isso. Quando nos conhecemos, você era uma pessoa naquela multidão , mesmo assim eu vi algo em você que te tornava especial . E você é.
( Crislanni Castelo)
sábado, 22 de outubro de 2011
Tenho seguido minha vida e sido muito feliz. Tenho me escondido atrás dessa cara de intelectual que meu óculos novo trouxe, não tenho chorado por quase nada e tenho passeado com a minha cachorra regularmente, além de estar comendo frutas e tomado bastante água. Tudo certo, tudo nos “conformê” como diria minha avó. Porém, de noite, nos dias de chuva e frio, quando a janela embaça e três blusas de lã não me aquecessem nem por um decreto, sinto sua falta. Abaixo a cabeça, suspiro fundo… e expiro você. Tanta, mas tanta falta. Falta do você que eu conheci, do você que eu pensei conhecer, do você que não existe. Nos domingos de calor, deito na rede para ler Vinicius ou Fernando, e penso em você outra vez. Ouvi dizer que você descobriu paixão pela poesia, isso é bom, mas isso é meu. Por falar em meu, existem muitas coisas minhas por aí, certo ? Minha mania de andar só na faixa branca da calçada, de subir a escada pulando um degrau, de levantar da cama com o pé direito, de admirar a beleza de São Paulo com jeito de turista, meu brinco de argola todo enferrujado. Você ficou com tudo isso por que você se deixou cativar também, lembra ? Mas tudo bem, continuo vivendo. E vivendo bem, bem feliz mesmo, descobrindo uma beleza e uma cor nova aqui e outra ali, sorrindo tanto que dá gosto. Porém, passo nos lugares por onde passávamos, vez ou outra vejo um casal onde nós ficávamos e os desejo sorte, mais sorte do que tivemos, os desejo destinos calmos e suaves, que se completem sem se colidir e deixar os sonhos irem pelos ares. Por falar em sonhos, já realizei muitos, e quando os consegui, recebi abraços, beijos, mensagens de texto, mais abraços, lágrimas, e nada de você aparecer. Pensei algumas vezes em ir na sua casa, dar carne de suborno pro seu cachorro e entrar pelo seu quintal (com cuidado para não pisar nas flores que sua mãe com muito amor cultiva) e invadir seu quarto com uma faixa enorme de “PARABÉNS”. Você iria me perguntar o motivo da parabenização e eu responderia : ” Parabéns, você foi o único que eu não consegui esquecer” e isso seria ótimo, você deveria se sentir lisonjeado, logo eu, que esqueço até meu nome nas horas de prova, coloco o controle da televisão dentro da geladeira, perco as chaves de casa … Outra coisa, também lembro de você toda seis e dez da tarde, noite, sei lá, quando passo da São Judas para a Conceição e vejo aquela parte da cidade que o resto do túnel do metrô cobre, e ao ver todas aquelas luzes daquele trânsito sem fim penso em te ligar pra dizer que já que você agora gosta de poesia, eu havia feito uma sobre isso que você iria adorar ler. Você… sempre você. Pra dizer que está tudo bem e pra dizer que está tudo ruim, você. Tirando tudo isso, tirando você, minha falta de dinheiro, você, minha saudade extrema, você, está tudo ótimo, meu bem, queria mesmo era falar sobre isso, sobre como estou bem, feliz e realizada. Vai que você está preocupado se estou bem também… Eu estou, estou em perfeito estado de conservação, tão feliz … e você, como anda sem mim ? ( Camila Archuleta )
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Era a pior dor do mundo...
a maior até agora. Sufocante, agoniante, angustiante, parecia que meu coração ia moer minhas costelas de tão rápido que ele batia. Nunca senti tanta vontade de morrer, queria gritar, suplicar pra que alguém me matasse, pra que aquela dor insuportável sumisse, queria encontrar um jeito de arrancar meu coração do meu peito, pra que não pudesse nunca mais sentir algo parecido. Não queria mais amar, não queria mais sentir nem sequer uma batida de coração, queria simplesmente me deixar levar pela escuridão, deixar que ela tomasse meus sentidos, minha mente.Não queria ver o que estava diante de mim, era doloroso demais, talvez não acreditar no que meus olhos estavam presenciando, ou talvez achar que aquilo fosse um pesadelo e eu estivesse prestes a acordar. Ciúmes, raiva, agonia, tristeza, inveja, vinham dezenas de emoção e eu não conseguia distinguir, separar uma das outras, começava a despertar algo instintivo, uma vontade de sair correndo dali, de jogar cloro no meu cérebro par derreter de vez aquelas lembranças horríveis. Eu queria simplesmente enfiar minha cabeça num buraco e esperar até que meus pulmões estivessem completamente sem ar, eu iria sentir a abstinência que estava por vir, eu iria querer sobreviver, minha razão dizia isso, mas meus sentimentos queriam morrer, e eles eram mais fortes, eles queriam que a escuridão chegasse, eles queriam que o ar faltasse, eles queriam me sepultar. E como poderia querer o contrário com tal dor esmagando meu peito, como iria desejar viver depois de sofrer tanto com esse interminável segundo de pura dor? (Tinnalove)
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