quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Era a pior dor do mundo...
a maior até agora. Sufocante, agoniante, angustiante, parecia que meu coração ia moer minhas costelas de tão rápido que ele batia. Nunca senti tanta vontade de morrer, queria gritar, suplicar pra que alguém me matasse, pra que aquela dor insuportável sumisse, queria encontrar um jeito de arrancar meu coração do meu peito, pra que não pudesse nunca mais sentir algo parecido. Não queria mais amar, não queria mais sentir nem sequer uma batida de coração, queria simplesmente me deixar levar pela escuridão, deixar que ela tomasse meus sentidos, minha mente.Não queria ver o que estava diante de mim, era doloroso demais, talvez não acreditar no que meus olhos estavam presenciando, ou talvez achar que aquilo fosse um pesadelo e eu estivesse prestes a acordar. Ciúmes, raiva, agonia, tristeza, inveja, vinham dezenas de emoção e eu não conseguia distinguir, separar uma das outras, começava a despertar algo instintivo, uma vontade de sair correndo dali, de jogar cloro no meu cérebro par derreter de vez aquelas lembranças horríveis. Eu queria simplesmente enfiar minha cabeça num buraco e esperar até que meus pulmões estivessem completamente sem ar, eu iria sentir a abstinência que estava por vir, eu iria querer sobreviver, minha razão dizia isso, mas meus sentimentos queriam morrer, e eles eram mais fortes, eles queriam que a escuridão chegasse, eles queriam que o ar faltasse, eles queriam me sepultar. E como poderia querer o contrário com tal dor esmagando meu peito, como iria desejar viver depois de sofrer tanto com esse interminável segundo de pura dor? (Tinnalove)
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