domingo, 6 de maio de 2012

"Quero aproveitar enquanto jovem. Curtir a vida adoidado. Depois aquietar. Conhecer alguém que faça-me sentir especial. Me apaixonar. Quero me casar. Ter um casal de anjos. Acordar as 7:00 da manhã ao lado de quem preenche meu mundo com incontáveis cores. Quero dizer o quanto a amo. Mas não apenas dizer… Quero demonstrar de todas as maneiras possíveis, a ponto dela nunca, mas nunca, duvidar do meu amor."

quinta-feira, 3 de maio de 2012


“Não era exatamente destruído… Eu me sentia usado, sim, usado! A vida me usava sem pagar a conta, sem recompensar ou me dar chances de escolhas. Diziam-me em alto e bom tom que ela não recompensa ninguém, mas haveria de ser mentira, precisava ser, eu queria um colo ali, um abraço acolá, essas coisas que já não vinham, os cuidados que eu pedia, as necessidades que ninguém via. Mas recompensas e presentes pareciam ter ficado para outra vida. Destruído eu ainda poderia curar as feridas, colocar algodão e fechar a abertura. Usado eu não sabia me defender, reagir, esboçar um outro alguém dentro de mim, embora em mim morassem muitos outros “eus”. A vida pisou como se eu fosse o tapete de entrada, a grama para limpar o calçado ou o chão para dançar. A vida usou e eu não a usei. Destruído eu era alguém. Usado eu era… usado. Há uma sensação agora de paz, não aquela plena e de vida calma, pois a calma total me entedia, mas uma sensação de paz com a vida que, obviamente, segue me usando, mas agora viu que também posso usá-la.
Semana passada entrei num bar novo e vi uma menina de olhos claros e delicadamente pintados sorrindo sozinha na mesa do canto. A vida mal imaginava que eu também saberia dançar naquele chão.”


Camila Costa. 

terça-feira, 1 de maio de 2012

Eu não sou carinhosa e gentíl, nem uma garota exemplar ou os sonhos de alguém. Sou irônica, sarcástica, teimosa, egoísta, orgulhosa, arrogante, insensível, e revoltada. Não me importo tanto com os outros, tenho maus hábitos. Além de tudo sou chata, muito chata. E não, não posso largar minhas características favoritas para agradar você. E cuide mais dos seus problemas porque o que eu faço, com quem eu ando, com quem eu fico, onde eu vou, é problema meu.

terça-feira, 17 de abril de 2012

“É uma decepção diferente: não penso obsessivamente, não tenho vontade nenhuma de ligar nem de escrever cartas, não tenho ódio nem vontade de chorar. Em compensação também não tenho vontade de mais nada.”

Caio Fernando Abreu

quinta-feira, 5 de abril de 2012

“(…) Eu não mandava no que sentia por você, eu não aceitava, não queria e, ainda assim, era inundada diariamente por uma vida trezentas vezes maior que a minha. Eu te amava por causa da vida e não por minha causa. E isso era lindo. Você era lindo. Simplesmente isso. Você, a pessoa que eu ainda vejo passando no corredor e me levando embora, responsável por todas as minhas manhãs sem esperança, noites sem aconchego, tardes sem beleza (…)”
Tati Bernardi.

quarta-feira, 28 de março de 2012

“Quebrou-se. Eu senti tuas palavras me perfurarem tal qual fazem mil adagas. Eu vi meu amor morrer entre os estilhaços dos teus olhos amendoados. Os mesmos que por tanto tempo foram meu precipício e minha fuga. Que foram meus, só meus. Diacho, como sinto sua falta. Ainda não concebi a verdade que se desenrola em minha frente. Cruel, eminente; é incontestável mas eu não aceito. Cruzar meus braços diante ao teu desengano seria o mesmo que sorrir pro meu próprio fim. Eu abro o peito e caio nos braços da dor se ela te fizer ficar, menina. Não faz assim, não te afasta. Não de mim que me desfiz do meu próprio mundo pra viver no teu. Não de mim que me afoguei nas tuas lágrimas e abracei teu desespero. E fechei os olhos pras tuas mentiras, e me fiz prisioneiro do teu sorriso que em verdade nunca me pertenceu. Não faz assim, não fecha as portas, não me deixe aqui. Foi só junto a ti que eu pude entender a fascinação dos homens pela lua. Eu nunca soube o quão morto eu estava antes de ter lhe conhecido. Tu me trouxeste vida, mas o fizeste por quê? Pra que me fizeste sentir se no final irias destroçar-me? É tão difícil ver que eu não tenho pra onde seguir e ter a certeza de que o seu caminho será trilhado com ou sem mim. Tu não és flor, menina. És erva daninha. Suga o que te faz bem e não cria raízes em lugar algum. E agora, que nada tenho a oferecer-te, sei que tu me darás as costas antes do findar da noite. Tu te vais, e sem saber que carregas minha vida entre as tuas mãos.”
Lilian Alves.

sábado, 10 de março de 2012

Ah, o tempo! É, o tempo... O que não faz com as pessoas?
Afasta, une, ilude, desilude, te faz encarar a verdade, te faz desvendar mentiras, te faz reconhecer as pessoas como elas realmente são, te faz enxergar a realidade, te faz ver os erros que cometeu, e te dá, finalmente, oportunidade para corrigí-los. Ou não. Mas e quando você perde essa oportunidade? Bom, existe um certo trecho clichê, que diz exatamente sobre isso: "Há três coisas na vida que não voltam atrás: a flecha lançada, o tempo desperdiçado, e a oportunidade perdida." Com certeza você já o ouviu. E é a mais pura verdade.
Já o fiz várias vezes, mas quem nunca o fez? Perder oportunidades.. Bom, ser calculista ao extremo também tem suas [muitas] desvantagens. Mas o que podemos fazer, né? Faz parte da vida. E quem nunca o fez, que atire a primeira pedra.
Mas tem outra coisa que descobri também.. o tempo não cura nada, nada mesmo. Só tira o incurável do centro das atenções. Já havia lido isso em algum lugar, mas no momento pareceu meio incerto. Hoje, percebo que não tem nada de incerto nessa frase. É um fato. E se tu duvidas, um dia terás tua própria conclusão.

- Gabriela Sayour