terça-feira, 19 de fevereiro de 2013


"...As pessoas precisam de mim. Eu as
completo. Se não podem me ver
por um tempo ficam desesperadas, ficam
doentes.

Mas se as vejo muito seguido
eu fico doente. É difícil alimentar
sem ser alimentado."

Bukowski <3

quinta-feira, 8 de novembro de 2012


"Eu não tinha este rosto de hoje, assim calmo, assim triste, assim magro, nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo. Eu não tinha estas mãos sem força, tão paradas e frias e mortas; eu não tinha este coração que nem se mostra. Eu não dei por esta mudança, tão simples, tão certa, tão fácil: em que espelho ficou perdida a minha face?"

domingo, 14 de outubro de 2012


“As conversas andam tão sem assunto. Os dias andam tão opacos. As pessoas, desinteressantes. A vida, morna. E é isso que está me matando. Esses tempos sem sal. 
Onde foi parar a autenticidade? Os reencontros e novidades? O brilho amarelo do Sol entrando pela janela? Onde está aquele gostinho doce e suave da esperança? 
Sinto-me vagando, vazia, pelo vácuo do universo, sem ninguém a quem me apoiar. 
Preciso por os pés no chão. 
Preciso voltar para o começo. Tentar consertar os meus caminhos. Regar-me de coragem e encarar a vida.
Não é porque você não está comigo, que tudo está perdido. Pelo contrário, agora que vou realmente me achar.”

10/09/2012 – Resabinar.

sábado, 15 de setembro de 2012


Esquece. Não vou atrás de ninguém. Não mais. Ontem eu quis desesperadamente a sua companhia lá naquele banco da praça, quis ficar ali com você a noite toda se pudesse. E quando fui embora pensei em te ligar, dizer pra voltar amanhã, vir me fazer sorrir. Mas não. Hoje eu acordei e pensei que seria melhor não, eu não quero me apegar em ninguém, não quero precisar de ninguém. Quero seguir livre, entende? Mesmo que isso me faça falta, alguém pra me prender um pouquinho. Vou me esquivar de todo sentimento bom que eu venha a sentir, não levar nada a sério mesmo. Ficar perto, abraçar de vez enquando, sentir saudade, gostar um pouquinho. Mas amar não, amar nunca.

- Caio Fernando Abreu 

domingo, 9 de setembro de 2012

“Depois de um tempo, parei de insistir no erro. Não que eu não a ame mais, mas é que a gente nunca vai dar certo. Dói te querer e não poder te ter, é como se eu tivesse esquecido a letra da minha musica predileta, porém nunca parei de ouvi-lá.”

segunda-feira, 3 de setembro de 2012


“O amor é um negócio horroroso, terrível, praticado por tolos. Vai partir seu coração e deixar você na pior. O que sobra para você no final? Nada além e algumas lembranças incríveis que não se esquecem.”

domingo, 5 de agosto de 2012


“Eu acho que eu fui dura demais, mas eu não posso amolecer esse coração agora. Não, eu não posso fraquejar e por favor, não me faz ceder. Não é orgulho, é só auto proteção. Como diria nossa querida Tati Bernardi ” é uma mistura de vontade de chegar mais perto com vontade de me proteger. ” E você mal sabe que eu uso a sua música como inspiração para escrever aqui. Eu sei que em vice versa, eu não tenho nada a ver… Não sou eu e talvez nunca seja. Por esse motivo, antes mesmo de começar, eu já desisti. Medo de sofrer, é isso. Porque quando eu sofro não é pouquinho, é quase entrar em coma com a alma, é duro demais para mim. Eu só me pergunto… Poxa, por que é que você estragou tudo ? Saiu tudo errado ou talvez eu tenha sido o erro. Vi coisas em ti que hoje desapareceram, fiz planos para nós que você nem ficou sabendo. Mas ainda assim, por que não me deixou desfrutar disso de verdade ? Por que você é do mundo e eu tão de casa ? Eu sou tão bonita por dentro, por que você não fez por merecer ? Não era pra sair assim e talvez a única saída fosse recomeçar, mas talvez eu já não tenha mais coragem para isso.”

Bruna Lopes

quinta-feira, 19 de julho de 2012

“Minhas dores ninguém entende. Minhas dores, meus vazios, minha necessidade de ficar longe dos outros. Começo a desconfiar até de pessoas que sempre confiei. Agora jogo toda a confiança que eu tive um dia fora, não irei mais confiar ou muito menos depender. Estou sozinha, sou sozinha, luto sozinha. Da minha dor, ninguém entende. Da tristeza dos meus olhos, ninguém jamais irá compreender. Entrego um corpo vazio ao mundo e guardo minha alma para eu mesma.”

sábado, 23 de junho de 2012


“Às vezes a gente precisa somente fechar os olhos por um tempo e sentir o tempo passar. Ouvir a própria respiração, deixar que o silêncio se torne barulhento dentro de si. Fazer com que a solidão seja algo raro e precioso. Dar um tempo pra alma se reconstruir, se curar. Do mundo. Das pessoas. De si mesmo.”
Borbulhar.

segunda-feira, 18 de junho de 2012


Tive vontade de chorar, mas nada saiu. Era apenas uma espécie de doença triste, doença da tristeza, quando você não pode se sentir pior. Eu acho que você conhece isso. Acho que todo mundo conhece isso de vez em quando. Mas acho que eu tenho conhecido isso muito frequentemente; muitas vezes.
— Charles Bukowski 

domingo, 17 de junho de 2012


“Fiquei sozinha um domingo inteiro. Não telefonei para ninguém e ninguém me telefonou. Estava totalmente só. Fiquei sentada num sofá com o pensamento livre. Mas no decorrer desse dia até a hora de dormir tive umas três vezes um súbito reconhecimento de mim mesma e do mundo que me assombrou e me fez mergulhar em profundezas obscuras de onde saí para uma luz de ouro. Era o encontro do eu com o eu. A solidão é um luxo.”
Clarice Lispector

sexta-feira, 15 de junho de 2012


“Tenho uma amiga que quando percebe que eu estou triste costuma me perguntar quem roubou a minha caixa de lápis de cor. Tem vez que nem pergunta, apenas comenta: “poxa, dessa vez levaram as cores que você mais gosta!” A tristeza afrouxa um pouco, por mais que eu esteja chateada. Primeiro, porque é muito bom a gente se sentir olhado com carinho. Depois, porque essa expressão tem uma inocência capaz de fazer gente grande tocar em coisas sérias sem ficar com medo de queimar a mão. De vez em quando, ao ouvir a pergunta, acontece de uma lágrima ou outra escapulir, afeitos que alguns sentimentos são a desaguar no rosto quando o coração fica apertado. Mas, algumas vezes, quando eu choro diante dessa indagação não é pelas cores que não encontro na caixa nem por lembrar de quem supostamente as roubou. Choro por perceber que ainda dou aos outros o poder de roubá-las. Por notar que, no fim das contas, quem rouba os meus lápis de cor preferidos sou eu.”
Ana Jácomo

“Parece exagero, mas é que você, poxa vida, só você conseguiu pular o muro de dificuldades que levantei em volta de mim quando as palavras dor, saudade, ausência, falta e despedida fizeram de mim uma menina de lata. Você e seus cabelos escuros e sempre meio ensebados de vir da rua, seu abraço com cheiro de confiança e seus sorrisos nada comerciais. Eu, menina com os pés no chão e sem teto, acabei de decidir que vou levar um choque térmico, atravessando bruscamente pro lado quente da calçada. Conto contigo. Então, ficaí.”
Gabito Nunes

quinta-feira, 14 de junho de 2012

“Eu fico com raiva de você e desligo o telefone por uns três dias. Aí no quarto dia eu ligo e é você que fica com raiva de mim por eu ter estado com raiva de você e desliga o telefone na minha cara. No sexto dia a gente faz as pazes e no oitavo eu te atendo com grosseria porque tava ocupada e você me responde com frieza porque não suporta as minhas ignorâncias. A gente se perdoa de noite e no outro dia você liga novamente na hora que eu tô ocupada e eu grito com você de novo. E o ciclo recomeça. E a gente se grita, se xinga, se ama. Eu enlouqueceria se isso não fosse só mais um detalhe de nós dois. Mas é assim que a gente se entende mesmo: não se entendendo.”
Iolanda Valentim 

sexta-feira, 8 de junho de 2012


“Estar sozinho é engraçado, louco, angustiante, libertário e triste, tal qual estar com alguém. No entanto, estar sozinho é absolutamente o oposto de estar com alguém. Estar sozinho é fechar as mãos no nada quando se atravessa a rua correndo e não se tem uma mão para segurar. É acordar sem saber o que será do dia porque planejar sozinho dá preguiça. É falar a coisa mais engraçada do mundo para alguém que não vai rir, porque ninguém te entende tão bem. É ficar louca sem cúmplice. Não tem graça ser fora da lei sozinho. É querer contar tanta coisa para alguém, mas para quem? A vida simplesmente acontece para quem está sozinho, às vezes sem que a gente perceba, pois é mais fácil ter noção de si mesmo através de outra pessoa. Estar sozinho é fazer dengo sozinho na cama, sem ninguém para apenas encaminhar o ombro um pouco mais perto. É comer doce demais porque sua boca precisa de um incentivo para continuar salivando vida. É comer doce demais porque estar sozinho dá uma tremedeira estúpida de hipoglicemia. É o doce que substitui mal e amargamente o sexo. Estar sozinho é dormir até tarde no domingo. Não para congelar o tempo na alegria, mas para fazer de conta que o tempo não existe. É conviver com a ansiedade de que você pode encontrar alguém especial a cada esquina, então você tenta ficar bonita. Mas seus olhos não mentem o cansaço da espera e a tristeza de estar solta, e você fica feia. É ter a sensação de que ninguém te olha, pelo menos não como você gostaria de ser olhada. Estar sozinha é estar solta e, no entanto, é estar amarrada ao chão porque nada te faz flutuar, sonhar, divagar. Estar sozinho, ou estar sozinha, pode acontecer com qualquer um. E você torce para que aconteça com a sua melhor amiga, ou com aquele homem que você gostaria de experimentar como uma pílula para a sua solidão. Estar sozinha é não suportar ouvir a palavra solidão porque ela faz sentido. E o sentido dela dói demais. Estar sozinho é ter uma risada nervosa, de quem segura um grito e um choro enquanto ri. Um riso falso para se convencer de que é possível ficar sozinho sem ficar deprimido. Estar sozinho é usar roupas provocantes sem se sentir sexy com elas. É conferir a caixa de e-mails com uma freqüência que beira a compulsão. É chorar do nada. É acordar do nada. É morrer de medo do nada que fica no estômago. Estar sozinho é uma coisa física, ou melhor, é a falta dela. Você se sente oco por dentro, por isso aquele respiro profundo de lamentação. É cogitar enlouquecer. O ombro pesa porque é tenso ficar sozinho. E porque não tem ninguém pra te fazer massagem também. Quando chove, venta, escurece, e você está sozinho, você lembra de Deus e do quanto é pequeno. Estar sozinho é se aproximar de Deus por piedade própria e não por agradecimento, que é o que nos faz aproximar Dele quando estamos amando. Estar sozinho é detestar ficar em casa. Ficar em casa sozinho, quando se está sozinho, é muita solidão. Então você sai, só para não ficar em casa sozinho. E descobre o quanto você é sozinho. E volta pra casa sozinho, e chora vendo fotos. Estar sozinho é implorar paixão e loucura com um olhar para o carro ao lado, segundos antes de você ver que ele não está sozinho. É trabalhar para passar o tempo e só conseguir escrever títulos, roteiros, spots e textos chatos, sem inspiração. É procurar um olhar pela rua e andar por aí com cara de louco. É estar pronta para algo novo e não agüentar mais dias iguais. É ocupar a vida de açúcar, intrigas, fofocas, encrencas. Aventuras tortas. É ocupar a vida dos outros com reclamações, lamentações, dúvidas e carências.
Resumindo: estar sozinho é triste, enche o saco dos outros e deve fazer mal para a saúde.”
Tati Bernardi

segunda-feira, 4 de junho de 2012


“Eu sou sozinha, mesmo não estando sozinha. Entende o que eu quero dizer? Sou extremamente individual e me acomodo na minha solidão. Não é questão de não ter ninguém. Ter, eu tenho, mas não quero. Me sinto bem no meu silêncio. Também não é questão de ser antissocial, depressiva e mal humorada. Sou alegre, me divirto e saio com meus amigos. Mas não dependo disso, da alegria meio forçada, dessas pessoas, desses lugares, de ninguém. Sei ser só e gosto de ser só. Sei ser minha e gosto de ser minha. Essa solidão que eu falo é meio que um estado de espírito, sabe?”
Iolanda Valentim.

domingo, 6 de maio de 2012

"Quero aproveitar enquanto jovem. Curtir a vida adoidado. Depois aquietar. Conhecer alguém que faça-me sentir especial. Me apaixonar. Quero me casar. Ter um casal de anjos. Acordar as 7:00 da manhã ao lado de quem preenche meu mundo com incontáveis cores. Quero dizer o quanto a amo. Mas não apenas dizer… Quero demonstrar de todas as maneiras possíveis, a ponto dela nunca, mas nunca, duvidar do meu amor."

quinta-feira, 3 de maio de 2012


“Não era exatamente destruído… Eu me sentia usado, sim, usado! A vida me usava sem pagar a conta, sem recompensar ou me dar chances de escolhas. Diziam-me em alto e bom tom que ela não recompensa ninguém, mas haveria de ser mentira, precisava ser, eu queria um colo ali, um abraço acolá, essas coisas que já não vinham, os cuidados que eu pedia, as necessidades que ninguém via. Mas recompensas e presentes pareciam ter ficado para outra vida. Destruído eu ainda poderia curar as feridas, colocar algodão e fechar a abertura. Usado eu não sabia me defender, reagir, esboçar um outro alguém dentro de mim, embora em mim morassem muitos outros “eus”. A vida pisou como se eu fosse o tapete de entrada, a grama para limpar o calçado ou o chão para dançar. A vida usou e eu não a usei. Destruído eu era alguém. Usado eu era… usado. Há uma sensação agora de paz, não aquela plena e de vida calma, pois a calma total me entedia, mas uma sensação de paz com a vida que, obviamente, segue me usando, mas agora viu que também posso usá-la.
Semana passada entrei num bar novo e vi uma menina de olhos claros e delicadamente pintados sorrindo sozinha na mesa do canto. A vida mal imaginava que eu também saberia dançar naquele chão.”


Camila Costa. 

terça-feira, 1 de maio de 2012

Eu não sou carinhosa e gentíl, nem uma garota exemplar ou os sonhos de alguém. Sou irônica, sarcástica, teimosa, egoísta, orgulhosa, arrogante, insensível, e revoltada. Não me importo tanto com os outros, tenho maus hábitos. Além de tudo sou chata, muito chata. E não, não posso largar minhas características favoritas para agradar você. E cuide mais dos seus problemas porque o que eu faço, com quem eu ando, com quem eu fico, onde eu vou, é problema meu.

terça-feira, 17 de abril de 2012

“É uma decepção diferente: não penso obsessivamente, não tenho vontade nenhuma de ligar nem de escrever cartas, não tenho ódio nem vontade de chorar. Em compensação também não tenho vontade de mais nada.”

Caio Fernando Abreu