domingo, 17 de abril de 2011

Sem Ana, Blues



Quando Ana me deixou - essa frase ficou na minha cabeça, de dois jeitos - e depois que Ana me deixou. Sei que não é exatamente uma frase, só um começo de frase, mas foi o que ficou na minha cabeça. Eu pensava assim: quando Ana me deixou - e essa não-continuação era a única espécie de não continuação que vinha. Entre aquele quando e aquele depois, não havia nada mais na minha cabeça nem na minha vida além do espaço em branco deixado pela ausência de Ana, embora eu pudesse preenchê-lo - esse espaço branco sem Ana - de muitas formas, tantas quantas quisesse, com palavras ou ações. Ou não-palavras e não-ações, porque o silêncio e a imobilidade foram dois dos jeitos menos dolorosos que encontrei, naquele tempo, para ocupar meus dias, meu apartamento, minha cama, meus passeios, meus jantares, meus pensamentos, minhas trepadas e todas essas outras coisas que formam uma vida com ou sem alguém como Ana dentro dela.

Quando Ana me deixou, eu fiquei muito tempo parado na sala do apartamento, cerca de oito horas da noite, com o bilhete dela nas mãos. No horário de verão, pela janela aberta da sala, à luz das oito horas da noite podiam-se ainda ver uns restos dourados e vermelho deixados pelo sol atrás dos edifícios, nos lados de Pinheiros. Eu fiquei muito tempo parado no meio da sala do apartamento, o último bilhete de Ana nas mãos, olhando pela janela os dourados e o vermelho do céu. E lembro que pensei agora o telefone vai tocar, e o telefone não tocou, e depois de algum tempo em que o telefone não tocou, e podia ser Lucinha da agência ou Paulo do cineclube ou Nelson de Paris ou minha mãe do Sul, convidando para jantar, para cheirar pó, para ver Nastassia Kinski nua, pergunrando que tempo fazia ou qualquer coisa assim, então pensei agora a campainha vai tocar. Podia ser o porteiro entregando alguma dessas criancinhas meio monstros de edifício, que adoram apertar as campainhas alheias, depois sair correndo. Ou simples engano, podia ser. Mas a campainha também não tocou, e eu continuei por muito tempo sem salvação parado ali no centro da sala que começava a ficar azulada pela noite, feito o interior de um aquário, o bilhete de Ana nas mãos, sem fazer absolutamente nada além de respirar.
Depois que Ana me deixou - não naquele momento exato em que estou ali parado, porque aquele momento exato é o momento-quando, não o momento-depois, e no momento-quando não acontece nada dentro dele, somente a ausência da Ana, igual a uma bolha de sabão redonda, luminosa, suspensa no ar, bem no centro da sala do apartamento, e dentro dessa bolha é que estou parado também, suspenso também, mas não luminoso, ao contrário, opaco, fosco, sem brilho e ainda vestido com um dos ternos que uso para trabalhar, apenas o nó da gravata levemente afrouxado, porque é começo de verão e o suor que escorre pelo meu corpo começa a molhar as mãos e a dissolver a tinta das letras no bilhete de Ana - depois que Ana me deixou, como ia dizendo, dei para beber, como é de praxe.
De todos aqueles dias seguintes, só guardei três gostos na boca - de vodca, de lágrima e de café. O de vodca, sem água nem limão ou suco de laranja, vodca pura, transparente, meio viscosa, durante as noites em que chegava em casa e, sem Ana, sentava no sofá para beber no último copo de cristal que sobrara de uma briga. O gosto de lágrimas chegava nas madrugadas, quando conseguia me arrastar da sala para o quarto e me jogava na cama grande, sem Ana, cujos lençóis não troquei durante muito tempo porque ainda guardavam o cheiro dela, e então me batia e gemia arranhando as paredes com as unhas, abraçava os travesseiros como se fossem o corpo dela, e chorava e chorava e chorava até dormir sonos de pedra sem sonhos. O gosto de café sem açúcar acompanhava manhãs de ressaca e tardes na agência, entre textos de publicidade e sustos a cada vez que o telefone tocava. Porque no meio dos restos dos gostos de vodca, lágrima e café, entre as pontadas na cabeça, o nojo da boca do estômago e os olhos inchados, principalmente às sextas-feiras, pouco antes de desabarem sobre mim aqueles sábados e domingos nunca mais com Ana, vinha a certeza de que, de repente, bem normal, alguém diria telefone-para-você e do outro lado da linha aquela voz conhecida diria sinto-falta-quero-voltar. Isso nunca aconteceu.
O que começou a acontecer, no meio daquele ciclo do gosto de vodca, lágrima e café, foi mesmo o gosto de vômito na minha boca. Porque no meio daquele momento entre a vodca e a lágrima, em que me arrastava da sala para o quarto, acontecia às vezes de o pequeno corredor do apartamento parecer enorme como o de um transatlântico em plena tempestade. Entre a sala e o quarto, em plena tempestade, oscilando no interior do transatlântico, eu não conseguia evitar de parar à porta do banheiro, no pequeno corredor que parecia enorme. Eu me ajoelhava com cuidado no chão, me abraçava na privada de louça amarela com muito cuidado, com tanto cuidado como se abraçasse o corpo ainda presente de Ana, guardava prudente no bolso os óculos redondos de armação vermelhinha, enfiava devagar a ponta do dedo indicador cada vez mais fundo na garganta, até que quase toda a vodca, junto com uns restos de sanduíches que comera durante o dia, porque não conseguia engolir quase mais nada, naqueles dias, e o gosto dos muitos cigarros se derramassem misturados pela boca dentro do vaso de louça amarela que não era o corpo de Ana. Vomitava e vomitava de madrugada, abandonado no meio do deserto como um santo que Deus largou em plena penitência - e só sabia perguntar por que, por que, por que, meu Deus, me abandonaste? Nunca ouvi a resposta.
Um pouco depois desses dias que não consigo recordar direito - nem como foram, nem quantos foram, porque deles só ficou aquele gosto de vômito, misturados, no final daquela fase, ao gosto das pizzas, que costumava perdir por telefone, principalmente nos fins-de-semana, e que amanheciam abandonadas na mesa da sala aos sábados, domingos e segundas, entre cinzeiros cheios e guardanapos onde eu não conseguia decifrar as frases que escrevera na noite anterior, e provavelmente diziam banalidades, como volta-para-mim-Ana ou eu-não-consigo-viver-sem-você, palavras meio derretidas pelas manchas do vinho, pela gordura das pizzas -, depois daqueles dias começou o tempo em que eu queria matar Ana dentro de tudo aquilo que era eu, e que incluía aquela cama, aquele quarto, aquela sala, aquela mesa, aquele apartamento, aquela vida que tinha se tornado a minha depois que Ana me deixou.

Mandei para a lavanderia os lençóis verde-clarinhos que ainda guardavam o cheiro de Ana - e seria cruel demais para mim lembrar agora que cheiro era esse, aquele, bem na curva onde o pescoço se transforma em ombro, um lugar onde o cheiro de nenhuma pessoa é igual ao cheiro de outra pessoa -, mudei os móveis de lugar, comprei um Kutka e um Gregório, um forno microondas, fitas de vídeo, duas dúzias de copos de cristal, e comecei a trazer outras mulheres para casa. Mulheres que não eram Ana, mulheres que jamais poderiam ser Ana, mulheres que não tinham nem teriam nada a ver com Ana. Se Ana tinha os seios pequenos e duros, eu as escolhia pelos seios grandes e moles, se Ana tinha os cabelos quase louros, eu as trazia de cabelos pretos, se Ana tivesse a voz rouca eu a selecionava pelas vozes estridentes que gemiam coisas vulgares quando estávamos trepando, bem diversas das que Ana dizia ou não dizia, ela nunca dizia nada além de amor-amor ou meu-menino-querido, passando dos dedos da mão direita na minha nuca e os dedos da mão esquerda pelas minhas costas. Vieram Gina, a das calcinhas pretas, e Lilian, a dos olhos verdes frios, e Beth, das coxas grossas e pés gelados, e Marilene, que fumava demais e tinha um filho, e Mariko, a nissei que queria ser loura, e também Marta, Luiza, Creuza, Júlia, Débora, Vivian, Paula, Teresa, Luciana, Solange, Maristela, Adriana, Vera, Silvia, Neusa, Denise, Karina, Cristina, Marcia, Nadir, Aline e mais de 15 Marias, e uma por uma das garotas ousadas da Rua Augusta, com suas botinhas brancas e minissaia de couro, e destas moças que anunciam especialidades nos jornais. Eu acho que já vim aqui uma vez, alguma dizia, e eu falava não lembro, pode ser, esperando que tirasse a roupa enquanto eu bebia um pouco mais para depois tentar entrar nela, mas meu pau quase nunca obedecia, então eu afundava a cabeça nos seus peitos e choramingava babando sabe, depois que Ana me deixou eu nunca mais, e mesmo quando meu pau finalmente endurecia, depois que eu conseguia gozar seco ardido dentro dela, me enxugar com alguma toalha e expulsá-la com um cheque cinco estrelas, sem cruzar ¿ então eu me jogava de bruços na cama e pedia perdão à Ana por traí-la assim, com aquelas vagabundas. Trair Ana, que me abandonara, doía mais que ela ter me abandonado, sem se importar que eu naufragasse toda noite no enorme corredor de transatlântico daquele apartamento em plena tempestade, sem salva-vidas.

Depois que Ana me deixou, muitos meses depois, veio o ciclo das anunciações, do I Ching, dos búzios, cartas de Tarot, pêndulos, vidências, números e axés ¿ ela volta, garantiam, mas ela não voltava - e veio então o ciclo das terapias de grupo, dos psicodramas, dos sonhos junguianos, workshops transacionais, e veio ainda o ciclo da humildade, com promessas à Santo Antônio, velas de sete dias, novenas de Santa Rita, donativos para as pobres criancinhas e velhinhos desamparados, e veio depois o ciclo do novo corte de cabelos, da outra armação para os óculos, guarda-roupa mais jovem, Zoomp, Mister Wonderful, musculação, alongamento, yoga, natação, tai-chi, halteres, cooper, e fui ficando tão bonito e renovado e superado e liberado e esquecido dos tempos em que Ana ainda não tinha me deixado que permiti, então, que viesse também o ciclo dos fins de semana em Búzios, Guarajá ou Monte Verde e de repente quem sabe Carla, mulher de Vicente, tão compreensiva e madura, inesperadamente, Mariana, irmã de Vicente, transponível e natural em seu fio dental metálico, por que não, afinal, o próprio Vicente, tão solícito na maneira como colocava pedras de gelo no meu escocês ou batia outra generosa carreira sobre a pedra de ágata, encostando levemente sua musculosa coxa queimada de sol e o windsurf na minha musculosa coxa também queimada de sol e windsurf. Passou-se tanto tempo depois que Ana me deixou, e eu sobrevivi, que o mundo foi se tornando ao poucos um enorme leque escancarado de mil possibilidades além de Ana. Ah esse mundo de agora, assim tão cheio de mulheres e homens lindos e sedutores interessantes e interessados em mim, que aprendi o jeito de também ser lindo, depois de todos os exercícios para esquecer Ana, e também posso ser sedutor com aquele charme todo especial de homem-quase-maduro-que-já-foi-marcado-por-um-grande-amor-perdido, embora tenha a delicadeza de jamais tocar no assunto. Porque nunca contei à ninguém de Ana. Nunca ninguém soube de Ana em minha vida. Nunca dividi Ana com ninguém. Nunca ninguém jamais soube de tudo isso ou aquilo que aconteceu quando e depois que Ana me deixou.

Por todas essas coisas, talvez, é que nestas noites de hoje, tanto tempo depois, quando chego do trabalho por volta das oito horas da noite e, no horário de verão, pela janela da sala do apartamento ainda é possível ver restos de dourados e vermelhos por trás dos edifícios de Pinheiros, enquanto recolho os inúmeros recados, convites e propostas da secretária eletrônica, sempre tenho a estranha sensação, embora tudo tenha mudado e eu esteja muito bem agora, de que este dia ainda continua o mesmo, como um relógio enguiçado preso no mesmo momento - aquele. Como se quando Ana me deixou não houvesse depois, e eu permanecesse até hoje aqui parado no meio da sala do apartamento que era o nosso, com o último bilhete dela nas mãos. A gravata levemente afrouxada no pescoço, fazia e faz tanto calor que sinto o suor escorrer pelo corpo todo, descer pelo peito, pelos braços, até chegar aos pulsos e escorregar pela palma das mãos que seguram o último bilhete de Ana, dissolvendo a tinta das letras com que ela compôs palavras que se apagam aos poucos, lavadas pelo suor, mas que não consigo esquecer, por mais que o tempo passe e eu, de qualquer jeito e sem Ana, vá em frente. Palavras que dizem coisas duras, secas, simples, arrevogáveis. Que Ana me deixou, que não vai voltar nunca, que é inútil tentar encontrá-la, e finalmente, por mais que eu me debata, que isso é para sempre. Para sempre então, agora, me sinto uma bolha opaca de sabão, suspensa ali no centro da sala do apartamento, à espera de que entre um vento súbito pela janela aberta para levá-la dali, essa bolha estúpida, ou que alguém espete nela um alfinete, para que de repente estoure nesse ar azulado que mais parece o interior de um aquário, e desapareça sem deixar marcas.

domingo, 10 de abril de 2011

Ignorar um sentimento,

é como esquecer o porque você respira, e o motivo de todos seus sorrisos.

Eu...

 nunca vou desistir de alguém que me fez sorrir.  

- Há algum tempo

 eu tenho sentado no chão do meu quarto pra pensar na vida. Pra pensar na morte, na verdade. Com minha pouca idade, beleza e inteligência, concluí que não nasci para viver. É irônico o destino, mas nunca aprendi a levantar dos meus tombos, e nunca tive apoio. Amei sempre quem não me amava, e fui a que mais amou. E que por amar constantemente, esperei por coisas que nunca chegaram, e espero por elas até hoje. E sei que, apesar de saber que amor nunca foi sinônimo de reciprocidade, não consegui aplicar esse conceito à minha vida. (Quem se importa?) Palavras que nunca foram ditas à mim, sentimentos que nunca pude provar. A luz que nunca iluminou a janela do meu quarto, e o cheiro que nunca me fez lembrar nada, nem ninguém. E hoje eu me resumo a um poema de versos vazios. E por ser assim, um monte de nada, decidi que não precisaria mais olhar o futuro com olhos de esperança, porque na verdade, não haveria um futuro tão distante pra mim. Sempre senti diferente dos outros qualquer tipo de coisa, mas isso também não me impediu de ser feliz em algum momento. Sinto falta das coisas raras, sinto falta do que nunca tive, de quem nunca conheci. Sinto falta daquele sorriso gentil no final do dia, do vento no meu cabelo quando sentava na varanda de casa, dos poucos dias em que eu me permitia conversar demoradamente com alguém

( Livro ' Carta de uma Suicida)

sábado, 9 de abril de 2011

Saudade mesmo...

 é quando eu acordo no meio da noite, sonhando com você, e quando eu abro meus olhos você não está mais lá.Saudade é quando eu te procuro e só encontro as lembranças, é quando toca nossa música e eu tento não cantar junto.Saudade é quando eu ando na rua, e vejo alguém com seu cheiro, ou com uma roupa que me lembra você, quando alguém de longe se parece com você.É andar me perguntando o porque, ou como foi acontecer isso tudo.É não dormir, é querer,saudade é ter você aqui dentro, quando o seu lugar ao meu lado está vazio. É pegar o telefone e sentir uma vontade imensa de te ligar, e quando pensar que não posso, sentir o meu coração desesperar,por falta de você. Saudade é pensar em alguém ao ler isso e saber que no fundo, não se pode, não vai ter e não vai voltar.Saudade é tempo que não volta, é querer que não passa e é amor que não vai, não importa quanto tempo passe.Saudade é sentir vontade de sair na rua gritando seu nome, vontade de pegar tudo que é e foi seu e colocar perto de mim, saudade é estar machucado, mas não querer te esquecer, é sentir dor, mas querer lembrar,e quanto mais saudade eu sinto mais eu quero você aqui.É querer correr até onde você esta e te abraçar,é querer te ver, te tocar e te amar, todos os dias e cada dia mais.É querer te sentir, saudade é querer voltar no tempo e aproveitar um pouco mais, ter segurado, não ter deixado ir, saudade é não poder voltar, mas querer voltar a todo o momento é sentir dor.Saudade sou eu chorar no silêncio quando me lembro de você, é ficar calado quando vejo um casal na rua, e sentir um embrulho no estômago quando me lembro da sua voz. Saudade é sentir um vazio que têm exatamente o tamanho de alguém, saudade é sentir uma dor que parece carnal,mas não é, dói né? Saudade é deitar e imaginar nós dois, é sorrir lembrando e ter que suportar as lágrimas que vêm quando a realidade me abraça,saudade é saber que não se têm,mas pedir todos os dias para que esteja bem. Amor, eu sinto sua falta, todos os dias.


T.C

Eu estarei lá,


para segurar sua mão quando você estiver com medo. Eu estarei lá, eu juro que estarei. Não prometo fazer o seu céu cinza virar azul, mas vou te abraçar até essa tempestade passar, eu ficarei aqui, e estaremos juntos. Eu estarei lá quando você estiver rindo ou chorando, embora não possa me ver, ou não queira me ver, eu estarei lá sou apenas um coadjuvante do seu sucesso, um contra-regra da sua vida. Eu estarei lá, quando você precisar de um concelho pra seguir, ou de uma mão só pra te erguer. Se quiser uma mão para seguir, segure a minha, se não tiver força, eu te puxarei. Eu te levo comigo em um lugar onde ninguém mais esteve: em meu coração. Embora você não possa me ver, nem sentir meus toques, sou eu que sonho com você no meio da noite, e sei as coisas que você ama. Eu estarei lá, onde você estiver, por que embora eu não faça alguma diferença em sua vida, há muito e muito tempo você é a minha vida. 

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Querido John,





Estou escrevendo esta carta, e eu estou sofrendo porque não sei dizer o que estou prestes a dizer. Parte de mim gostaria que você estivesse aqui agora para que eu pudesse fazer isso em pessoa, mas nós dois sabemos que é impossível. Então aqui estou, escolhendo as palavras, com lágrimas no rosto e com esperanças de que você, de alguma maneira, me perdoe pelo que vou escrever. Nós vivemos algo maravilhoso e quero que você nunca se esqueça disso. Você é raro e lindo John. Eu me apaixonei por você, mas, acima de tudo, conhecer você me fez perceber o que realmente significa o amor verdadeiro. Durante os últimos dois anos e meio, olhei para o céu a cada lua cheia e lembrei tudo que passamos juntos. Há tantas coisas. Quando fecho os olhos, vejo seu rosto. Quando caminho, é quase como se conseguisse sentir sua mão na minha. Essas coisas ainda são reais pra mim, mas aonde uma vez elas trouxeram conforto, hoje provocam dor. De algum modo mesmo amando um ao outro, perdemos a ligação mágica que sempre nos manteve juntos. Não espero que você entenda, mas por tudo que passamos, não posso continuar mentindo para você. Vou entender se você nunca mais quiser falar comigo, assim como vou entender se você disser que me odeia. Mesmo que você não queira ouvir, quero que você saiba que sempre será parte de mim. E não importa o que o futuro traga, você sempre será meu amor verdadeiro, e sei que minha vida é melhor por causa disso. Sinto muito, Savannah

domingo, 3 de abril de 2011

Fico feliz,

 por ter você na minha vida, por cada momento vivido, cada palavra dita, cada sorriso compartilhado, cada tristeza dividida. Cada dia, hora, minuto, segundo que tive você. A convivência pode ter sido difícil algumas vezes, mas não nos atrapalhou. E mesmo na correria do dia-a-dia sempre terei tempo pra dizer o quanto sua presença faz a diferença.

T.C 

Mas você pode dizer...


O que pensa da homosexualidade das pessoas é saudável falar o que pensa ( desde que não desrespeite ninguém! ) E já que você está tão aberto a discutir esse assunto ( o que é provável da sua parte) eu te proponho que você tire um pouco o ''casaco de moralidade'' e sem idéias prontas imagine como seria se você fosse gay... Não tenha medo. Imagine você se descobrindo ser uma coisa que não queria ( e lembre-se que o mundo não esta preparado pra pessoas diferentes!)
tente se imaginar sentindo amor por outro ser humano ( que infelizmente não é o ser humano do tipo que sua mãe sonhou), imagine a dor de ver que você vai ter ao escolher entre a sua felicidade ou a dois seus pais...ou então viver escondido e com medo levando uma vida frustrada,  ai você, um dia é descoberto e é humilhado, negado e escurraçado, você está sozinho no mundo! e não entende por que tem de ser assim. Será que amar é algo assim tão errado? Será que você é tão ruim assim? Aí de repente você pensa ser um humano inferior... Só por amar diferente!