segunda-feira, 3 de setembro de 2012


“O amor é um negócio horroroso, terrível, praticado por tolos. Vai partir seu coração e deixar você na pior. O que sobra para você no final? Nada além e algumas lembranças incríveis que não se esquecem.”

domingo, 5 de agosto de 2012


“Eu acho que eu fui dura demais, mas eu não posso amolecer esse coração agora. Não, eu não posso fraquejar e por favor, não me faz ceder. Não é orgulho, é só auto proteção. Como diria nossa querida Tati Bernardi ” é uma mistura de vontade de chegar mais perto com vontade de me proteger. ” E você mal sabe que eu uso a sua música como inspiração para escrever aqui. Eu sei que em vice versa, eu não tenho nada a ver… Não sou eu e talvez nunca seja. Por esse motivo, antes mesmo de começar, eu já desisti. Medo de sofrer, é isso. Porque quando eu sofro não é pouquinho, é quase entrar em coma com a alma, é duro demais para mim. Eu só me pergunto… Poxa, por que é que você estragou tudo ? Saiu tudo errado ou talvez eu tenha sido o erro. Vi coisas em ti que hoje desapareceram, fiz planos para nós que você nem ficou sabendo. Mas ainda assim, por que não me deixou desfrutar disso de verdade ? Por que você é do mundo e eu tão de casa ? Eu sou tão bonita por dentro, por que você não fez por merecer ? Não era pra sair assim e talvez a única saída fosse recomeçar, mas talvez eu já não tenha mais coragem para isso.”

Bruna Lopes

quinta-feira, 19 de julho de 2012

“Minhas dores ninguém entende. Minhas dores, meus vazios, minha necessidade de ficar longe dos outros. Começo a desconfiar até de pessoas que sempre confiei. Agora jogo toda a confiança que eu tive um dia fora, não irei mais confiar ou muito menos depender. Estou sozinha, sou sozinha, luto sozinha. Da minha dor, ninguém entende. Da tristeza dos meus olhos, ninguém jamais irá compreender. Entrego um corpo vazio ao mundo e guardo minha alma para eu mesma.”

sábado, 23 de junho de 2012


“Às vezes a gente precisa somente fechar os olhos por um tempo e sentir o tempo passar. Ouvir a própria respiração, deixar que o silêncio se torne barulhento dentro de si. Fazer com que a solidão seja algo raro e precioso. Dar um tempo pra alma se reconstruir, se curar. Do mundo. Das pessoas. De si mesmo.”
Borbulhar.

segunda-feira, 18 de junho de 2012


Tive vontade de chorar, mas nada saiu. Era apenas uma espécie de doença triste, doença da tristeza, quando você não pode se sentir pior. Eu acho que você conhece isso. Acho que todo mundo conhece isso de vez em quando. Mas acho que eu tenho conhecido isso muito frequentemente; muitas vezes.
— Charles Bukowski 

domingo, 17 de junho de 2012


“Fiquei sozinha um domingo inteiro. Não telefonei para ninguém e ninguém me telefonou. Estava totalmente só. Fiquei sentada num sofá com o pensamento livre. Mas no decorrer desse dia até a hora de dormir tive umas três vezes um súbito reconhecimento de mim mesma e do mundo que me assombrou e me fez mergulhar em profundezas obscuras de onde saí para uma luz de ouro. Era o encontro do eu com o eu. A solidão é um luxo.”
Clarice Lispector

sexta-feira, 15 de junho de 2012


“Tenho uma amiga que quando percebe que eu estou triste costuma me perguntar quem roubou a minha caixa de lápis de cor. Tem vez que nem pergunta, apenas comenta: “poxa, dessa vez levaram as cores que você mais gosta!” A tristeza afrouxa um pouco, por mais que eu esteja chateada. Primeiro, porque é muito bom a gente se sentir olhado com carinho. Depois, porque essa expressão tem uma inocência capaz de fazer gente grande tocar em coisas sérias sem ficar com medo de queimar a mão. De vez em quando, ao ouvir a pergunta, acontece de uma lágrima ou outra escapulir, afeitos que alguns sentimentos são a desaguar no rosto quando o coração fica apertado. Mas, algumas vezes, quando eu choro diante dessa indagação não é pelas cores que não encontro na caixa nem por lembrar de quem supostamente as roubou. Choro por perceber que ainda dou aos outros o poder de roubá-las. Por notar que, no fim das contas, quem rouba os meus lápis de cor preferidos sou eu.”
Ana Jácomo