sábado, 11 de fevereiro de 2012

“Ando um pouco para dentro, não sei se você entende. Me fechei um pouco, de tudo. Me abri para mim, me fechei para o resto. Ainda não sei se é certo ou no que vai dar, mas garanto que estou me descobrindo um pouco.”
Caio Fernando Abreu

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

“Essa vida viu, Zé. Pode ser boa que é uma coisa. Já chorei muito, já doeu muito esse coração. Mas agora tô, ó, tá vendo? De pedra.Nem pena do mundo eu consigo mais sentir. Minha pureza era linda, Zé, mas ninguém entendia ela, ninguém acolhia ela. Todo mundo só abusava dela. Agora ninguém mais abusa da minha alma pelo simples fato de que eu não tenho mais alma nenhuma. Já era, Zé. É isso que chamam de ser esperto? Nossa, então eu sou uma ninja. Bate aqui no meu peito, Zé? Sentiu o barulho de granito? Quebrou o braço, Zé? Desculpa!”


“Algum dia nós vamos nos encontrar. Eu acredito nisso com todo o meu coração. Até que esse momento chegue, eu quero que você mergulhe em busca dos seus sonhos. Eu quero que você confie no seu coração. Eu quero que você viva por amor. E quando você estiver pronto, venha me encontrar. Eu estarei esperando.”

Morte e vida de Charlie St. Cloud

domingo, 29 de janeiro de 2012



Não preciso de ninguém, não preciso de ninguém.” Ela se convencia disso todos os dias E por um tempo, ela acreditou. Ela acreditava ser forte e independente. Ela recusava toda e qualquer tipo de ajuda. Pois acreditava que, apenas ela, poderia passar por qualquer situação e realizar qualquer sonho. Mas agora, sozinha no seu quarto, ela chorava desconsoladamente. É claro que ela precisava de alguém. Ela precisava da mãe, ela precisava da melhor amiga, ela precisava da irmã, ela precisava de Deus. E precisava acima de tudo, não estar sozinha. Mas era assim que ela estava, completamente sozinha. Ela afastou-se de todos para ter tudo que conseguisse pra si mesma e acabou sozinha em seu quarto, encharcando o travesseiro, implorando todos de volta, em um estado total de melancolia. Mas ela estava sozinha E agora ela não tinha escolha, não tinha opção, agora que admitira precisar de ajuda, ela era obrigada a se olhar no espelho e dizer “não preciso de ninguém, não preciso de ninguém.”

— Bianca Oliveira

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

“Não durmo cedo. Pode chamar, ligar, aparecer na janela: eu vou estar de olhos bem abertos. Pode me convidar para andar, conversar, olhas as estrelas ou ficar em silêncio. Pode me questionar, tirar para dançar, ler uma poesia ou pedir um carinho. Sou do tipo que considera a noite muito mais bonita. Sou, entre tantos tipos, daqueles que pouco dormem e muito sonham. Eu tenho encantos eternos pelos mistérios da noite. E o escuro também me abre visões.”
Camila Costa. 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

"Ando com uma...

 vontade tão grande de receber todos os afetos, todos os carinhos, todas as atenções. Quero colo, quero beijo, quero cafuné, abraço apertado, mensagem na madrugada, quero flores, quero doces, quero música, vento, cheiros, quero parar de me doar e começar a receber. Sabe, eu acho que não sei fechar ciclos, colocar pontos finais. Comigo são sempre vírgulas, aspas, reticências. Eu vou gostando, eu vou cuidando, eu vou desculpando, eu vou superando, eu vou compreendendo, eu vou relevando, eu vou… e continuo indo, assim, desse jeito, sem virar páginas, sem colocar pontos. E vou dando muito de mim, e aceitando o pouquinho que os outros tem para me dar'

“Admito


que doeu, que me sufocou. Admito que eu não sabia pra onde correr. Admito que me consumiu, que me corroeu, que me despedaçou. Mas também admito me fez olhar pra frente e entender que tudo nessa vida tem uma razão, e que se você se machuca muito, começa a não doer mais tanto.”

Caio Fernando Abreu