o quanto alguém é importante para você, até sentir que pode perdê-la. Aí você começa a imaginar a sua vida sem essa pessoa, e nota que se ela se for tudo será culpa sua, e você não poderá fazer mais nada. Não haverá mais mensagens na madrugada, muito menos piadas sem graça que te faz rir como uma criança, não existirá mais ciúmes bobo, nem birras sem motivo. Você não será mais o mesmo sem ela, e nada terá tanto encanto. E o que você pode fazer para deixá-la mais pertinho de ti? Nada, pois você já a deixou partir, e as vezes quando a gente muda o caminho, para voltar ao antigo é muito difícil. E então você a procurará em todos os lugares e não vai encontrá-la, vai escutar a voz dela em todas as esquinas, mas não vai vê-la, ela estará longe de você, e o único lugar que você vai senti-la bem pertinho de você será no seu coração, e isso te magoará bastante. Agora você imagina como seria duro agüentar viver sem ela, e o quanto você a ama! Então lute, e dê todos os motivos do mundo para que ela não te largue, pois você não é absolutamente nada sem ela.
Autoria: Martinha Barreto
domingo, 31 de julho de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Alma,
eu lamento tanto por estares assim, isolada dentro de mim, ferida e sombria. Eu choro por tua causa, eu choro pelo que causas em meu físico. Não faças isso. Não deixe meus olhos sem brilho, não faça com que meus lábios fiquem pálidos, não deixe minha face serena demais. Não quero que os outros vejam o quanto estou destruída e mutilada por dentro, através de meu rosto. Alma, não acabe comigo por fora. Grite, chore, adormeça, mas em meu interior. Eu não posso e não devo deixar de viver. Entendas, a culpa foi minha, mas no momento não é. Eu não tenho culpa de estares presa aqui dentro. Eu não tenho culpa! Meu cérebro ainda está vivo e meu coração ainda bate. Quando ambos pararem, estaremos livres, alma. Estaremos felizes e quem sabe, curadas. Eu lamento por estares tão doente e apagada. Não posso pedir à luz que me abrace. Sabes muito bem, algo bom não pode abraçar algo ruim com recheio doentio. Alma, imploro teu perdão significativo demais para alguém insignificante. Alma, cure-se, por meus batimentos, ainda, vivos. Alma, não grites. Alma, me concerte por fora. Alma, adormeça e não proporcione mais dor, ou simplesmente assopre as feridas profundas que encontram-se dentro de mim. Assopre as feridas que causastes com teus arranhões e socos de desespero. Alma, durma até que eu morra por fora. Durma até que possamos deixar absolutamente tudo para trás. Durma, enquanto alguém não vem nos buscar. Durma, enquanto o pesadelo e a dor nos cercam.
- autor desconhecido
- autor desconhecido
sexta-feira, 8 de julho de 2011
“‘Dessa vez não
vou evitar dizer o que está na minha cabeça só porque eu sei que minha mente geminiana vai negar no dia seguinte, não fugirei de palavras bonitas porque quem diz não é uma pessoa perfeita, não arrumarei mil defeitos pra brigar contra as novecentas e noventa e nove qualidades, não desviarei meus olhos por medo de ter minha mente lida, não sumirei por medo de desaparecer, não vou ferir por medo de machucar, não serei chata por medo de você me achar legal, não vou desistir antes de começar, não vou evitar minha excentricidade, não vou me anular por sentir demais e logo depois não sentir nada, não vou me esconder em personagens, não vou contar minha vida inteira em busca de ter realmente uma vida. Dessa vez não vou querer tudo de uma vez, porque sempre acabo ficando sem nada no final. Estou apostando minhas fichas em você e saiba que eu não sou de fazer isso. Mas estou neste momento frágil que não quer acabar. Fiquei menos cafajeste, menos racional, menos eu. E estou aproveitando pra tentar levar algo adiante.”
| — | Caio F. Abreu |
segunda-feira, 4 de julho de 2011
“ Ela me irrita,
ela me estressa, ela me faz querer arrancar meus cabelos, fio a fio. Ela aparece quando quer, ela vai embora quando quer. Ela diz que não pode ficar, e diz que não quer partir. Ela diz que gosta de mim, mas esquece de me ligar quando eu peço. Ela não faz quase nada pra me agradar, mas acaba sempre me agradando. E não adianta negar, todos os caminhos me levam a ela, sempre. E é por isso que eu queria que ela ainda estivesse aqui. Porque de certa forma, o jeito todo errado dela me faz bem. Muito bem. ”
sábado, 2 de julho de 2011
“De alguma
forma eu sabia que seria amor. Eu não sei, mas acho que a gente olha e pensa: “Quero pra mim”. Mas dá um frio na barriga, um tremor, um medo de depender de alguém, de sofrer, de escolher errado, de lutar por algo que não vale a pena. Porque o coração nem sempre é mocinho, as vezes ele também gosta de pregar peças, sei lá, talvez queira provar que também sabe ser vilão. Foi por isso que corri, tentei fugir, mas quando tem que ser, não adianta, será. E olha só, passei tanto tempo fugindo de um alguém que hoje sofro por não ser totalmente meu. Agora me diz, por quê?”
“Lá está ela,
mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa.
Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.
Estranho e que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é?
A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?
A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar.
Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera?
E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará.
A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente.
Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.”
(Caio Fernando Abreu)
Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.
Estranho e que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é?
A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?
A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar.
Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera?
E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará.
A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente.
Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.”
(Caio Fernando Abreu)
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