quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Quer saber?

 Eu canto quando estou sozinha, e não me importo com a afinação. Eu fico fazendo caras e bocas na frente do espelho. Quando eu sinto saudade de alguém, eu imagino que é meu travesseiro. Eu só digo ‘foda-se a opinião dos outros’ porque quero que eles pensem que eu não ligo. Eu não consigo sonhar de pés no chão. Pessoas bipolares me irritam mas eu vivo dizendo que sou, porque eu sou. Desejo coisas que nunca vou ter. Eu julgo pessoas por julgarem outras. Não sou educada ou vivo arrumada quando estou sozinha. Não me importo que você não goste de mim se eu também não gostar de você. Eu gosto de dormir pra fugir dos meus problemas. Não gosto de sentir medo, por medo de não ter ninguém pra me abraçar. Eu choro em filmes tristes. Tem gente que me faz sorrir, mesmo me fazendo chorar. Eu digo que quero esquecer, mas no fundo eu não quero. Eu digo muitas coisas que eu não queria. Eu faço muitas coisas que eu não faria se pensasse melhor. As vezes o luxo me sobe a cabeça. As vezes eu morro de rir de mim mesma, depois de chorar rios. Eu odeio que xinguem meu time. Eu gosto de andar no meio de vários amigos, mesmo não gostando de alguns. Não gosto de emprestar dinheiro, mas adoro gastar com coisas futeis. Eu só escrevo textos sobre mim quando quero me entender melhor. E no fim eu só entendo que sou mais complicada do que eu pensava.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O amor não é uma desculpa.

 Você não pode justificar o ciúme com o amor. Sinto ciúme de você porque te amo demais. Eu já ouvi isso, mas hoje vejo diferente. Se eu amo demais, o problema é meu. Dizer que ama e quantificar o amor só serve para quem sente. Se eu tenho o maior amor do mundo, o mais puro e o que mais me faz feliz o problema é exclusivamente meu. Sabe por quê? Não importa o amor que eu sinto, não para o outro. Para o outro importa como eu demonstro, me comporto e vivo esse amor. O que adianta eu dizer que o meu amor é o mais puro de todos se eu não mostro isso? O amor não é uma palavra bonita. O maior problema do mundo, hoje, é esse. As pessoas acham que falar basta. Não, falar não basta. O amor não tem que ser dito, ele precisa ser sentido, se não ele não sobrevive.

domingo, 16 de janeiro de 2011

As vezes estar sozinha

 As vezes estar sozinha e bom, você pode pensar, falar, e talvez tenha chances de alguém de atrapalhar.
Você pensa no agora, num possível amanhã, no passado; você pensa na vida.
Você tem a Liberdade de fazer o que quer, Tem a Liberdade de se expressar sem ninguém reclamar. Tudo fica calmo, dependendo da sua solidão, e até bom.
Mas o melhor de tudo, e sentir a energia fortalecer, o calor aumentar; é alguém, que veio lhe abraçar. E ficar também sozinha... com você!
Você pode falar, mas alguém vai lhe ouvir, você vai estar sozinha, com alguém aqui.
Na verdade você vive sozinha, envolvido por um monte de gente; Na verdade nunca se está sozinha, por mais que só haja você no local.
A Vida se resume em não pensar o motivo dela, e sim, viver o porque dela... Não procure a solução desta pergunta, simplesmente a faça. E a Resposta será sua morte, a morte não é o pior da vida: É a conclusão da sua história, por pequena ou grande que ela seja.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Seus olhos,

seu sorriso, seu jeito tudo insiste em me fazer te amar mais ainda. O mundo diz pra eu te esquecer, suas atitudes deveriam me fazer te odiar mas eu não consigo. Amo cada parte do seu corpo, cada qualidade sua e até seus defeitos. Amo seu efeito sobre mim, o modo como voce me faz esquecer de qualquer coisa, como perto de voce me sinto segura. Na verdade, sou apaixonada por tudo em voce, apaixonada por você, e querendo a cada dia mais, te chamar de meu. :l


T.C <3

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Dear John.




O que significa amar verdadeiramente uma pessoa?
Houve um tempo em que eu achava saber a resposta: significa que eu iria pensar em Savannah mais do que em mim mesmo, e pessaríamos o resto de nossas vidas juntos. Não seria difícil. Ela me disse certa vez que a chave para a felicidade é ter sonhos reálizaveis, e os dela não eram nada fora do comum. Casamento, família... o básico. Isso significa que eu teria um emprego estável, uma casa com cerca branca e uma minivan ou SUV grande o suficiente para levar nossos filhos à escola, ao dentista, ao treino de futebol ou aos recitais de piano. Dois ou três filhos - ela nunca foi clara a respeito, mas meu palpite é que quando chegasse a hora, ela deixaria a natureza seguir seu curso e Deus tomar a decisão. Ela era assim - religiosa, quero dizer - e suponho que esse tenha sido um dos motivos pelos quais me apaixonei por ela. Independentemente do que acontecesse em nossas vidas, eu me imaginava ao fim do dia deitado na cama ao lado dela, nós dois abraçados enquando conversávamos e ríamos, perdidos nos braços um do outro.
Não parece tão absurto, certo? Quando duas pessoas se amam? Foi também o que pensei. E, enquanto uma parte de mim ainda quer acreditar que isso seja possível, sei que não vai acontecer. Quando eu for embora de novo, nunca mais vou voltar.
Por enquanto, porém, vou sentar-me na encosta que da vistas à fazenda e esperar que ela apareça. Ela não vai me ver, é claro. No exército, você aprende a se misturar com a paisagem, e eu aprendi muito bem, pois não quero morrer em uma vala estrangeira no meio do deserto iraquiano. No entanto, tive que voltar a esta cidadezinha montanhosa na Carolina do Norte para descobrir o que aconteceu. Quando alguém termina algo mal resolvido, sente um desconforto, quase uma dor, até descobrir a verdade.
Porém, estou certo de uma coisa: Savannah nunca saberá que estive aqui hoje.
Parte de mim dói ao pensar que ela está tão perto e eu não posso tocá-la, mas nossas histórias seguiram caminhos diferentes. Não foi fácil aceitar essa verdade simples, pois houve um tempo em que nossas histórias eram uma só, mas isso aconteceu seis anos e duas vidas atrás. Nós dois temos lembranças, é claro, mas aprendi que as memórias podem ter uma presença física, quase viva, e nisso Savannah e eu também somos diferentes. Enquanto as lembranças dela são estrelas no céu noturno, as minhas compõem o assombrado espaço vazio entre elas. E, ao contrário dela, sinto o preso de perguntas que já me fiz mil vezes desde o nosso último encontro. Porque fiz aquilo? Faria tudo de novo?
Fui eu, veja bem, quem terminou tudo. De repente, a porta da frente se escancara e eu a vejo. [...]
[...] Hoje, aos vinte e nove anos, às vezes me pergunto sobre as escolhas que fiz. O exército se tornou a única vida que conheço. Não sei se deveria estar arrependido ou satisfeito por isso; a mair parte do tempo oscilo, depende do dia. Quando as pessoas perguntam, digo que sou um peão, e é exatamente isso que quero dizer. Ainda vivo em uma base na Alemanha, tenho cerca de mil dólares de economias e não saio com uma mulher há anos. Não surfo como antes nos dias de licença. Nas folgas, dirijo minha Harley para o sul e para o norte, dependendo do meu humor. A Harley foi a melhor coisa que já comprei, embora lá custe uma fortuna. É ideal para mim desde que me tornei um tipo solitário. A maioria dos meus camaradas abandonou o serviço, mas eu provavelmente serei enviado ao Iraque nos próximos meses. Pelo menos, esses são os rumores que circulam na base. Quando conheci Savannah Lynn Curtis - para mim, ela será sempre Savannah Lynn Curtis -, não poderia prever o rumo que minha vida tomaria, nem acreditava que faria carreira no exército.
Mas eu a conheci; e é isso que torna minha vida atual tão estranha. Eu me apaixonei por ela enquanto estávamos juntos, e me apaixonei ainda mais nos anos em que ficamos separados. Nossa história tem três partes: um começo, um meio e um fim. Embora seja assim que todas as histórias se desenrolam, ainda não consigo acreditar que a nossa não durará para sempre.
Reflito sobre essas coisas, e como sempre, nosso tempo juntos retorna a minha mente. Relembro de como tudo começou, pois agoras essas memórias são tudo o que me resta.
Querido John, Prólogo. Pág. 11

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011





Quem ama é paciente e bondoso. Quem ama não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso. Quem ama não é grosseiro nem egoísta; não fica irritado, nem guarda magoas. Quem ama não fica alegre quando alguém faz uma coisa errada, mas se alegra quando alguém faz o que é certo. Quem ama nunca desiste, porém suporta tudo com fé, esperança e paciência. O AMOR É ETERNO. 

sábado, 8 de janeiro de 2011

Embora eu seja nova

e com tão pouco tempo para dedicar a vida, eu vivo.. Tenho medo de apenas existir. Tenho medo de não significar nada, por causa dos estudos, trabalhos e pessoas roubando meu tempo. Embora me sinta segura comigo mesma; Sei lá, Tento viver alegremente nesse Mundo mediúcre e tão pouco feliz; pessoas passam mais tempo olhando a garota estranha do que se preocupando com ela mesma, é estranho não é? Viver 24hrs por dia, 7 dias por semana, tentando achar formas de serem populares ou até mesmo "maneiras" por criticarem os outros e não por estarem sendo realmente legais. As pessoas andam tão banais ultimamentes, acho que sempre foram assim, mas somente agora estamos nos dando conta do que é esse Mundo Real e cheio de mistérios e problemas que todos fogem… Tento achar a felicidade no meio de lágrimas, tento enchergar por outros olhos, tento olhar através dos seus olhos, mais tudo que vejo é simplismeacho que devo viver, sempre irá faltar a metade da minha laranja, uma pessoa buscando a felicidade na outra é algo incrivel, e que só é verdadeiro se for sentido por todo o coração.. Não basta apenas olhar. É preciso saber olhar com os olhos, enxergar com a alma e apreciar com o coração. Mais talvez, eu seje uma laranja de um lado só. vai saber não é? entre coisas… Comuns, pessoas comuns, vivendo uma vida comum. Embora eu tente fazer a diferença vivendo da melhor forma.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Na Terra do Coração

Nave, ninho, poço, mata, luz, abismo, plástico, metal, espinho, gota, pedra, lata.


Passei o dia pensando – coração meu, meu coração. Pensei e pensei tanto que deixou de significar uma forma, um órgão, uma coisa. Ficou só som-cor, ação – repetido, invertido – ação, cor – sem sentido – couro, ação e não. Quis vê-lo, escapava. Batia e rebatia, escondido no peito. Então fechei os olhos, viajei. E, como quem gira um caleidoscópio, vi:
Meu coração é um sapa rajado, viscoso e cansado, à espera do beijo prometido capaz de transformá-lo em príncipe.
Meu coração é um álbum de retratos tão antigos que suas faces mal se adivinham. Roídas de traças, amareladas de tempo, faces desfeitas, imóveis, cristalizadas em poses rígidas para o fotógrafo invisível. Este apertava os olhos quando sorria. Aquela tinha um jeito peculiar de inclinar a cabeça. Eu viro as folhas, o pó resta nos dedos, o vento sopra.
Meu coração é o mendigo mais faminto da rua mais miserável.
Meu coração é um ideograma desenhado a tinta lavável em papel de seda onde caiu uma gota d’água. Olhado assim, de cima, pode ser Wu Wang, a Inocência. Mas tão manchado que talvez seja Ming I, o Obscurecimento da Luz. Ou qualquer um, ou qualquer outro: indecifrável.
Meu coração não tem forma, apenas som. Um noturno de Chopin (será o número 5?) em que Jim Morrison colocou uma letra falando em morte, desejo e desamparo, gravado por uma banda punk. Couro negro, prego e piano.
Meu coração é um bordel gótico em cujos quartos prostituem-se ninfetas decaídas, cafetões sensuais, deusas lésbicas, anões tarados, michês baratos, centauros gays e virgens loucas de todos os sexos.
Meu coração é um traço seco. Vertical, pós-moderno, coloridíssimo de neon, gravado em fundo preto. Puro artifício, definitivo.
Meu coração é um entardecer de verão, numa cidadezinha à beira-mar. A brisa sopra, saiu a primeira estrela. Há moças nas janelas, rapazes pela praça, tules violetas sobre os montes onde o sol se pôs. A lua cheia brotou do mar. Os apaixonados suspiram. E se apaixonam ainda mais.
Meu coração é um anjo de pedra com a asa quebrada.
Meu coração é um bar de uma única mesa, debruçado sobre a qual um único bêbado bebe um único copo de bourbon, contemplado por um único garçom. Ao fundo, Tom Waits geme um único verso arranhado. Rouco, louco.
Meu coração é um sorvete colorido de todas as cores e saboroso de todos os sabores. Quem dele provar, será feliz para sempre.
Meu coração é uma sala inglesa com paredes cobertas por papel de florzinhas miúdas. Lareira acesa, poltronas fundas e macias, quadros com gramados verdes e casas pacíficas cobertas de hera. Sobre a renda branca da toalha de mesa, o chá repousa em porcelana da China. No livro aberto ao lado, alguém sublimou um verso de Sylvia Plath: “I’m too pure for you or anyone”. Não há ninguém nessa sala de janelas fechadas.
Meu coração é um filme noir, projetado num cinema de quinta categoria. A platéia joga pipoca na tela e vaia a história cheia de clichês.
Meu coração é um deserto nuclear, varrido por ventos radioativos.
Meu coração é um cálice de cristal puríssimo, transbordante de licor de strega. Flambado, dourado. Pode-se ter visões, anunciações, pressentimentos; ver rostos e paisagens dançando nessa chama azul de ouro.
Meu coração é o laboratório de um cientista louco varrido, criando sem parar Frankensteins monstruosos que sempre acabam por destruir tudo.
Meu coração é uma planta carnívora morta de fome.
Meu coração é uma velha carpideira portuguesa, coberta de preto, cantando um fado lento e cheio de gemidos – Ai de mim! Ai, ai de mim!
Meu coração é um poço de mel, no centro de um jardim encantado, alimentando beija-flores que, depois de prová-lo, transformam-se magicamente em cavalos brancos alados que voam para longe, em direção à estrela Vega. Levam junto quem me ama, me levam junto também.
Faquir involuntário, cascata de champanha, púrpura rosa de Cairo, sapato de sola furada, verso de Mário Quintana, vitrina vazia, navalha afiada, figo maduro, papel crepom, cão uivando para a lua, ruína, simulacro, varinha de incenso. Acesa, aceso – vasto, vivo: meu coração teu.

Caio Fernando Abreu

Hoje eu tô mesmo

querendo desabafa nisso aqui,que bosta porque vendo todas as pessoas feliz eu não consigo está e eu sempre fui desse jeito sempre dando um sorriso e ficando muito feliz com a felicidade dos outros, hoje to com tanta vontade de chorar que dar vontade de me jogar na cama colocar o travesseiro na cara e começar a chorar,hoje tá sendo um dia dificio não sei porque parece que to sozinha tudo me stressa brigo com todo mundo, to com uma angustia dentro de mim que não consigo explicar a vontade de sumir e sei que de verdade tenho pessoas que sempre vão está ao meu lado pessoas que sabe de verdade que gosto deles. Acho que depois disso vou me sentir melhor. ou não. --'  

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Não sei, não me interrompa

 agora que estou quase conseguindo, disponível só, não é uma palavra bonita? Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende? 

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Amor/vício/lembranças

É bem complicado falar de amor. Demonstrar aqui, sentimentos vazios, decepções amorosas ou relacionamentos que não deram certo, soa fácil, porque é o que normalmente as pessoas esperam que aconteça, ou acreditam que é esse o destino: o amor ser uma DROGA. E porque o amor não pode nos causar aquela sensação extremamente boa ? Aonde você viaja, parece que para o espaço, procurando explicações cabíveis para você estar tão envolvida e apaixonada por alguém, aquela sensação de excitação quando você escuta a voz rouca dele dizer que te quer, aquela sensação de risos profundos quando você o tem quando precisa, esse vício incontrolável que é tão maravilhosamente bom de ser sentido. O vício pela boca dela, sem ao menos ter beijado, o vício pelo toque dele sobre teu corpo, seu ao menos ter sentido nenhuma proximidade, esse é o vicio mais perfeito que eu já pude sentir, é a sensação mais arrebatadora que um ser humano -mesmo não assumindo- deseja sentir.
Existe o depois, existe talvez a dor da perda, mas pense em quando você ganhou, pense nos momentos vividos, sorrisos trocados, choros consolados, e era ele que estava ali, e era dele que você precisava, de mais ninguém. Pense no quanto ele também te amou, e pense, que quando ele disse que te odiava, na verdade, ele SE odiava por TE AMAR TANTO ! Enquanto viviam o calor da paixão, um era fiel ao sentimento do outro, ao toque do outro, ao amor do outro, um queria tanto o outro e era isso que os mantinham, pense NESSES momentos, pense no quanto foi bom e no quanto aproveitou com cada pedaço de intensidade cabível dentro da tua alma.
Talvez seja simplesmente um desabafo, mas talvez, seja simplesmente a realidade, guardada dentro do coração de cada garota que viu o fim como o fim da vida, mas no fundo, sabe que na verdade, os momentos que teve com eles, foi a luz para seguir.